Blog da Celina

Estou aqui para dizer que faço um pouco de tudo...
Algumas coisas eu faço melhor e outras dou minhas cacetadas.
O que gostaria mesmo de fazer é escrever coisas bonitas, contar lindas histórias, memórias, causos, quem sabe alguns versos...Mas não tenho capacidade pra isso tudo, então me contento em ler, apreciar e colocar aqui para que vocês possa apreciar também.
Então vamos lá e mãos a obra...


segunda-feira, 19 de março de 2018

Acho estranho...


"Acho estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo”.
A resposta é simples, sem graça.
Eu não dou. Não dou mesmo.
Seleciono prioridades, foco no que dá, varro o resto para debaixo do tapete.
No dia seguinte levanto a beiradinha do tapete, retiro umas coisas, escondo outras.
Se hoje as crianças foram dormir sem escovar os dentes, amanhã isso será prioridade.
Se hoje o jantar foi o chinês "okesoboro", amanhã um almoço fresquinho é a missão número um.
Meu tapete nunca fica vazio.
Nunca.
Aliás, tem dias que entulho tanta coisa lá debaixo, que derruba o que tiver em cima. Brigo com o mundo, choro um pouquinho, me sinto a mais desequilibrada das mulheres, espero pelo dia seguinte.
Mas há manhãs em que “acordo cheia de amor próprio”. Dou risada deste auê todo. Ignoro o tapete já pau a pau com o Monte Everest, e vou bela e formosa (cansada e de piranha no cabelo) tomar um banho demorado.
Algumas tardes viro a revolucionária do tapete. Brota no corpo uma energia que sabe-se lá da onde veio (provavelmente do brigadeiro de colher que comi escondido 3 noites atrás). E lá vou eu disposta a colocar tudo em dia. E não é que eu quase consigo? Se não fosse pelo quase...
E é assim.
Frustrante, alegre, desesperador, feliz.
Um eterno varre, esconde, esvazia.
Não se deixe enganar, tem sempre um tapete.
Na casa de algumas ele fica mais visível, logo na sala. Já outras preferem usar o do corredor. Mas ele está lá. Tem que estar. Se não a gente enlouquece.
Por trás destas imagens, existe uma mãe comum. De carne, osso, querendo emagrecer no mínimo 3kgs, e jurando que amanhã não irá esquecer de cortar as unhas das crianças.
Com dias bons pra caramba, no estilo: "A vida é bela, poderia ter 7 filhos, viver numa casinha de sapê, e ser feliz para sempre"
E com dias de "quem sou, onde estou, quem são estas pessoas?"

O denominador comum é o amor, que quando colocado na balança quebra o ponteiro.
Vira o jogo. Não dá nem chance.
O coração é invadido por gratidão.
E com lágrimas nos olhos agradecemos por tudo.
Até mesmo pelo tapete GG!"

Autora: Rafaela Carvalho

quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher



Mulher… Aquela feita para brilhar, que chora, que sorri e conquista o seu lugar.
Aquela que cuida sem limite, que tem sempre um bom palpite e sabe como encantar.
Aquela que às vezes faz drama, que grita, fala, chama e não desiste de lutar. 
Aquela que é sentimento, que leva alegria ao sofrimento e nunca se cansa de amar. 
Aquela que é mulher. Simplesmente mulher em primeiro lugar. 

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Caminho de volta




O caminho de volta...  
 (Teta Barbosa - jornalista, publicitária e mora no Recife)

"Já estou voltando. Só tenho 50 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo... Indo morar no apartamento mais alto, do prédio mais alto, do bairro mais nobre.  Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.  Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!  Mas, com quase cinquenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo?  No que ninguém conseguiu responder. Eu imaginei que quando chegasse lá, ia ter uma placa com a palavra "fim".  Antes dela, avistei a placa de "retorno" e, nela mesmo, dei meia volta.  Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo).  É longe que só a gota serena! Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe. Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.  E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana?  E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou). Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo), abre um livro e, pasmem, lê.  E no que alguém diz: "a internet voltou!", já é tarde demais, porque o livro já está melhor que o Facebook, o Instagram e o Snapchat juntos. Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar... Aí eu me lembro da placa "retorno", e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!"  Você, provavelmente, ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois".  Nós, da banda de cá, esperamos sua visita.  Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta..."

CUIDE DO SEU TEMPO, CUIDE DA SUA FAMÍLIA. Que em 2018 possamos encontrar a “placa de retorno” e valorizar o que realmente é importante!❣💕🌹❤

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pornô

               
               *POEMA PORNÔ SÉRIO!!!*

         *Quer seja curto ou comprido.* 
           *Quer seja fino ou mais grosso.* 
      *É um órgão muito querido,* 
            *Por não ter espinhas nem osso.*

*De incalculável valor,* 
     *Ninguém tem um a mais,* 
  *E desempenha no amor,* 
     *Um dos papéis principais.*

       *Quando uma dama aparece,* 
  *Ei-lo a pular com fervor,* 
   *Se é um rapaz, estremece.*
        *Se é velho, tem pouco vigor.*

       *O seu nome não é tão feio,* 
     *Pois tem sete letrinhas só.*
         *Tem um R e um A no meio,* 
          *Começa em C e acaba em O.*

         *Nunca se encontra sozinho,* 
          *Vive sempre acompanhado.* 
            *Por outros dois orgãozinhos,* 
   *Junto de si, lado a lado.*

   *O nome destes porém,* 
*Não gera confusões.* 
      *Tem sete letras também,* 
     *Tem U e acaba em ÕES.*

        *Prá acabar com o embalo.* 
        *E com as más impressões,* 
        *Os órgãos de que eu falo...*

*São o" CORAÇÃO e os "PULMÕES".*

*PENSOU BESTEIRA, NÃO É ???*

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Meus rabiscos...



Risco aqui, risco ali, vou rabiscando minha vida, minhas conquistas, meus erros, alegrias e tristezas...
Alguns rabiscos saem perfeitos, outros nem tanto, e outros ainda verdadeiras garatujas indefinidas e sem graça. Hora estou desenhando, hora garatujando e assim de rabisco em rabisco vou construindo minha história.
Celina Sandoval
(este rabisco me identifica)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Deixe fluir a alegria...


Comece a segunda-feira fazendo uma limpeza :
Varra de seu coração: a tristeza, a angústia, a aflição.
Varra de sua vida: a inveja, a maledicência, a fofoca.
Varra do seu corpo: a preguiça, o tédio, os maus pensamentos.
Varra de seu caminho: o mau olhado, o mau agouro, o mau pressentimento.
Deixe fluir a alegria de sua alma.
Trabalhe seu corpo para o bem.
Agradeça por seu trabalho e acima de tudo comece sua semana com felicidade no coração, pois novos horizontes se aproximam, novas alegrias irão chegar e seu coração estará pronto para receber tudo isso.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nossa Festa


NOSSA FESTA
                    
É hoje a grande festa,
das bruxas, magos, duendes...
preparem as fantasias,
libertem-se do que os prendem:
lamúria, dor, e despeito,
cansaço, tristeza e enfado,
convidamos os portugueses,
para cantarem seus fados,
não faltarão brasileiros,
com samba e muito frevo,
meus amigos, não percamos,
nossa noite é de festejos!
Cantaremos para a lua
mulher doce e enamorada
mulher, cuja paciência
nos encanta e ensina:
não devemos desistir
daquilo que nos fascina
seja o amor, a alegria
seja o vento, seja o mar
seja a brisa, o sol
seja o brejo, ou o ar
eis que no mundo só vale
o que nos leva a sonhar!
Sonhemos com um futuro
mágico, doce e feliz
nossas crianças sorrindo
bocas sujas até o nariz
de chocolate, melado
bala, torta e sorvete
cachorro quente, pipoca
tortilhas, biscoito e frutos
picolé, dindim e leite.
Tapioca, rapadura
rolete de cana, trufas
bala de coco, confeite
amendoim bem torrado
maçã coberta de açúcar.
Sonhemos com um futuro
para nossos anciãos
que tanto nos ensinaram
com suas belas lições
mas que hoje abandonados
por essa ingrata nação
com tardes cheias de causos
de alegria, saudade
só não vale a maldade
que vitimaram suas vidas.
Sonhemos com o futuro
das mulheres como nós:
bruxas, fadas e princesas
fantasminhas cujas vozes
encantam com um sorriso
com ternura e emoção
tudo que estava guardado
em baús, bem trabalhados
que são nossos corações!
Mulheres cuja batalha
por igualdade, e respeito
jamais as deixou quieta
neste mundo e seu contexto:
entre machistas estranhos
pusilânimes e covardes
passaram a dar vexames
quando chamados à ordem
Simone de Beauvoir -
caluniada, xingada
é uma dessas mulheres
que esteve na vanguarda
num tempo em que não deviam
se portarem como tais
já mostravam a que vinham:
lutar por respeito e paz.
Sonhemos com o futuro
dos homens, magos de outrora
dos alquimistas que um dia
fizeram a nossa história
os criadores, artistas
escritores e poetas
pintores e anarquistas
todos cabem nesta festa!

das bruxas, magos, duendes...
preparem as fantasias,
libertem-se do que os prendem:
lamúria, dor, e despeito,
cansaço, tristeza e enfado,
convidamos os portugueses,
para cantarem seus fados,
não faltarão brasileiros,
com samba e muito frevo,
meus amigos, não percamos,
nossa noite é de festejos!
Cantaremos para a lua
mulher doce e enamorada
mulher, cuja paciência
nos encanta e ensina:
não devemos desistir
daquilo que nos fascina
seja o amor, a alegria
seja o vento, seja o mar
seja a brisa, o sol
seja o brejo, ou o ar
eis que no mundo só vale
o que nos leva a sonhar!
Sonhemos com um futuro
mágico, doce e feliz
nossas crianças sorrindo
bocas sujas até o nariz
de chocolate, melado
bala, torta e sorvete
cachorro quente, pipoca
tortilhas, biscoito e frutos
picolé, dindim e leite.
Tapioca, rapadura
rolete de cana, trufas
bala de coco, confeite
amendoim bem torrado
maçã coberta de açúcar.
Sonhemos com um futuro
para nossos anciãos
que tanto nos ensinaram
com suas belas lições
mas que hoje abandonados
por essa ingrata nação
com tardes cheias de causos
de alegria, saudade
só não vale a maldade
que vitimaram suas vidas.
Sonhemos com o futuro
das mulheres como nós:
bruxas, fadas e princesas
fantasminhas cujas vozes
encantam com um sorriso
com ternura e emoção
tudo que estava guardado
em baús, bem trabalhados
que são nossos corações!
Mulheres cuja batalha
por igualdade, e respeito
jamais as deixou quieta
neste mundo e seu contexto:
entre machistas estranhos
pusilânimes e covardes
passaram a dar vexames
quando chamados à ordem
Simone de Beauvoir -
caluniada, xingada
é uma dessas mulheres
que esteve na vanguarda
num tempo em que não deviam
se portarem como tais
já mostravam a que vinham:
lutar por respeito e paz.
Sonhemos com o futuro
dos homens, magos de outrora
dos alquimistas que um dia
fizeram a nossa história
os criadores, artistas
escritores e poetas
pintores e anarquistas
todos cabem nesta festa!

Vânia de Farias.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

It's over




"Quebrei o teu prato
Tranquei o meu quarto
Bebi teu licor
Arrumei a sala
Já fiz tua mala
Pus no corredor
Eu limpei minha vida
Te tirei do meu corpo
Te tirei das entranhas
Fiz um tipo de aborto
E por fim nosso caso
Acabou, está morto
Jogue a cópia das chaves
Por debaixo da porta
Que é pra não ter motivos
De pensar numa volta
Fique junto dos teus
Boa sorte, adeus"
AD.

sábado, 9 de setembro de 2017

Velhice

“Parou e deixou que uma lágrima seguisse seu curso ao encontrar nas gavetas da memória algumas cenas e sensações da infância, adolescência, juventude, vida adulta e então pela última vez fechou os olhos sabendo que nada haveria do outro lado a não ser o absoluto esquecimento após a velhice... que merda...”

L. L. Santos

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Voltei...



Mais uma vez o tempo me assusta
Passa afobado pelo meu dia
Atropela minha hora
Despreza minha agenda
Corre prepotente
A disputar lugar com a ventania.
O tempo envelhece e não se emenda.
Deveria haver algum decreto
Que obrigasse o tempo a desacelerar e a respeitar o meu projeto.
Só assim eu daria conta dos livros que vão se empilhando,
Das melodias que estão me aguardando,
Das saudades que venho sentindo,
Das verdades que ando mentindo,
Das promessas que venho esquecendo,
Dos impulsos que venho contendo,
Dos prazeres que chegam, partindo,
Dos receios que partem, voltando,
Apesar do tempo e sua pressa desleal, 
Agradeço a Deus por ter vivido, 
Amanhecer e continuar teimando !!!
AD

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

SOU SER DE LUA E FASES...


Tentarei ser incrível
Em dias de inspiração
Serei o que for possível
Em casos de aflição

Dias de rigoroso inverno
Dias de safado verão
Assim sou eu: bicho solto
Em constante mutação

Dias de amadurecida
Outros de afeto anão
Dias de voo perfeito
Outros de alçapão

Sou dessas. Alma com fome
De estrada e de evolução
Ser de luas e fases
Sempre em nova versão

Mônica Raouf El Bayeh

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

sábado, 27 de agosto de 2016



Algumas preciosidades morrem baixinho, em degradê. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.
A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.
Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração.
_________________
Ana Jácomo